Documento sem título
 
   
(11) 3326-6857
(11) 2849-1708
(11) 95321-0970
 
HOME
 
QUEM SOMOS
 
JURÍDICO
 
PARA ASSOCIADOS
 
SEDES
 
CONTATO
 
     
 
Documento sem título
 
ASSOCIADOS
Seja Associado
Benefícios
Parceiros
Contribuições
Convenções e Acordos
Em Ação (Galeria)
Notícias
Informativos
 
 
NotŪcia - Filipinas treina empregadas dom√©sticas para 'exporta√ß√£o'
Filipinas treina empregadas domésticas para 'exportação'

País, com população jovem e economia frágil, se beneficia das remessas de moeda estrangeira destas profissionais.

As Filipinas t√™m uma das economias que crescem mais rapidamente na √Āsia, mas n√£o h√° empregos suficientes no pa√≠s.
Para minimizar o problema causado pelo desemprego, a cada ano o governo treina milhares de pessoas para que consigam empregos em outros países.
Na organização Housemaids Academy, gerenciada pelo governo, na capital, Manila, o dia começa com treinamento: uma equipe de faxineiras uniformizadas usa espanadores para limpar todos os cantos de uma sala. Na cozinha, cozinheiros em treinamento participam de uma palestra sobre preparo de saladas.
O interior da academia lembra um cen√°rio de novela. Cada sala preparada meticulosamente para imitar a realidade de uma mans√£o. No andar t√©rreo est√° uma sala de aula cheia de carteiras antigas. Ali, as empregadas em treinamento t√™m li√ß√Ķes de higiene, respeito e finan√ßas pessoais.
O governo das Filipinas ensina dezenas de milhares de pessoas todos os anos para trabalhos como empregadas, motoristas particulares, mec√Ęnicos e jardineiros, com o objetivo claro de coloc√°-las no mercado de trabalho de outros pa√≠ses.
√Č uma situa√ß√£o vantajosa. Estes exilados econ√īmicos, e atualmente existem cerca de 10 milh√Ķes deles, enviam moeda estrangeira de volta ao pa√≠s, algo muito importante para as Filipinas.
O grande n√ļmero de pessoas que vai trabalhar fora funciona como uma esp√©cie de v√°lvula de seguran√ßa em um pa√≠s que luta para criar empregos para uma popula√ß√£o que cresce em mais de 2 milh√Ķes de pessoas a cada ano.

"Temos orgulho do que fazemos", disse uma das alunas, Maria. "Somos heróis nacionais."
Esta frase apareceu pela primeira vez em uma campanha publicit√°ria do governo e est√° claro que as 20 jovens alunas, todas com uniformes impec√°veis, querem muito que isto seja verdade.
Quando questionadas se é difícil abandonar a família para trabalhar em outro país, muitas afirmam que não têm escolha.
"Tenho um bebê em casa, mas não tenho como sustentá-lo. Os salários que ganho no Kuweit vão permitir que minha mãe crie ele", disse Evelyn.
Muitas outras alunas concordam e quase todas enfrentam a perspectiva de separação da família, dos filhos, por pelo menos três anos, talvez até mais.
Ao lembrar deste fato, o comportamento de metade das alunas da academia muda e agora elas choram.
'Economia de call center'
Al√©m do envio de moeda estrangeira pelos empregados que trabalham fora das Filipinas, outro fen√īmeno tem mantido a economia do pa√≠s.
√Č o chamado BPO, business process outsourcing em ingl√™s, ou pode ser chamado de o crescimento da "economia de call center". Cada vez mais companhias dos pa√≠ses ocidentais est√£o enviando estas opera√ß√Ķes para as Filipinas.
"Superamos a √ćndia", disse Dyne Tubbs, gerente da Transcom Call Centers enquanto a reportagem da BBC percorre as salas lotadas de telefonistas que atendem liga√ß√Ķes para uma companhia de entregas da Gr√£-Bretanha. √Č meia-noite em Manila, 4 da madrugada em Londres e os telefones n√£o param de tocar.
"Companhias brit√Ęnicas adoram (os filipinos) pois nosso ingl√™s n√£o tem sotaque. Os melhores alunos sa√≠dos de nossas universidades lutam para conseguir um emprego aqui. Aceitamos apenas os jovens mais espertos. E depois que terminam o treinamento, eles at√© entendem o sarcasmo brit√Ęnico", afirmou Tubbs.
População jovem e aumentando
Um ter√ßo da popula√ß√£o do pa√≠s tem menos de 15 anos. O pa√≠s pode ter encontrado um fil√£o √ļnico na economia global mas as presentes taxas de crescimento econ√īmico, apesar de muito boas, n√£o v√£o sustentar uma popula√ß√£o que deve dobrar de 100 para 200 milh√Ķes dentro de 30 anos.
Por isso, Jane Judilla pode ser uma das solu√ß√Ķes para o futuro econ√īmico do pa√≠s: ela √© uma profissional de sa√ļde especializada em reprodu√ß√£o e controle de natalidade e que trabalha em uma das piores favelas de Manila.
Gra√ßas a uma lei aprovada no ano passado, ela agora pode oferecer de gra√ßa preservativos, anticoncepcionais e at√© esteriliza√ß√Ķes para as mulheres que escolherem o m√©todo. A Igreja Cat√≥lica foi contra esta iniciativa, e 90% dos filipinos s√£o cat√≥licos, mas n√£o conseguiu deter a lei.
Judilla nos apresenta Sheralyn Gonzalez: 30 anos, dez filhos e gr√°vida do 11¬ļ. Quando questionada se est√° feliz, ela responde rapidamente.
"Ficarei feliz quando tiver o bebê e puder ser esterilizada. Meu filho saiu da escola, mal podemos pagar pela educação dos outros. Falo para meus filhos tenham apenas dois filhos, então usem contraceptivos", afirmou.
Se a pr√≥xima gera√ß√£o ouvir o conselho de Sheralyn Gonzalez, o futuro das Filipinas poder√° ser promissor. Caso contr√°rio, dezenas de milh√Ķes de jovens do pa√≠s poder√£o ficar presos na mis√©ria, ainda dependentes de trabalhos em outros pa√≠ses como uma forma de escapar das dificuldades econ√īmicas.

Fonte: Stephen Sackur BBC News, nas Filipinas
 
     
Documento sem título
 
Sede Social - São Paulo:

Avenida Casper Libero, 383 - 13ª Andar - Sala 13C
Santa Efigênia - São Paulo/SP

Tel.: (11) 3326-6857 / 2849-1708

e-mail: diretoria@sindomestica.com.br
 
2014 Copyright © Todos os direitos reservados