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NotŪcia - Trabalhador que teve nome inclu√≠do em ‚Äúlista suja‚ÄĚ receber√° danos morais
Trabalhador que teve nome inclu√≠do em ‚Äúlista suja‚ÄĚ receber√° danos morais

A Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO) reformou sentença de primeiro grau para afastar indenização por danos materiais em favor de trabalhador que teve o nome incluído em lista suja.

Os julgadores mantiveram, no entanto, indeniza√ß√£o por danos morais, cujo valor foi reduzido de R$ 50 mil para R$ 10 mil. Consta dos autos que a empresa, Heinz do Brasil S.A, ap√≥s ser informada do ajuizamento de a√ß√£o trabalhista, havia divulgado por meio de mensagens eletr√īnicas o nome do autor, que √© motorista, em uma lista suja, com a finalidade de impedir que ele trabalhasse junto √† empresa em novas contrata√ß√Ķes na regi√£o de Ner√≥polis, Goi√°s, onde √© a principal empregadora direta e indireta no ramo de transportes.

Na sentença, o juízo de primeiro grau havia deferido o pagamento de danos materiais no valor de R$ 2 mil mensais a partir de junho de 2015 até a comprovação da retratação junto aos destinatários dos e-mails, além dos danos morais.

A empresa, inconformada com a decis√£o, interp√īs recurso e alegou que, quanto ao dano material, n√£o houve prova no sentido de que o trabalhador recebia a quantia deferida mensalmente e que teria deixado de receber essa quantia em raz√£o da conduta da ind√ļstria.

Argumentou, ainda, que também não houve prova de que as empresas para as quais o trabalhador havia se inscrito para laborar receberam, de fato, a suposta lista. Ao analisar o caso, a relatora do processo, juíza convocada Silene Coelho, que adotou os fundamentos de outro processo idêntico, afirmou que o TST já decidiu que a inclusão de nome de trabalhador em lista suja constitui ato discriminatório que enseja reparação por danos morais.

Segundo a magistrada, as provas colhidas comprovaram a conduta retaliativa da empresa em relação ao trabalhador, pois confirmaram o envio de e-mails nos quais consta a lista de motoristas proibidos de serem contratados pelas transportadoras que prestavam serviços à reclamada.

No entanto, quanto aos danos materiais, reconheceu que o trabalhador n√£o demonstrou que teve preju√≠zos. RO ‚Äď 0011018-11.2015.5.18.0052

Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 18¬™ Regi√£o‚Äč
 
     
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