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Notícia - Campo de trabalho para Domésticas cresce mais como emprego informal
Campo de trabalho para Domésticas cresce mais como emprego informal

Pesquisa realizada pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) com base na PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostra que no Estado, entre 2020 e 2021, houve um aumento de 9% no número de trabalhadoras domésticas remuneradas.



No primeiro ano de pandemia os postos de trabalho para esta atividade tinham caído 25% e mesmo agora, com a recuperação o nível de emprego, ainda está muito abaixo de 2019. A informalidade no setor abriga a maior parte das domésticas, pois muitas optam pelo trabalho sem registro como diarista por uma remuneração maior, porém ficam sem os benefícios como auxílio doença e sem contribuir para a Previdência.

Para a advogada do Sindoméstica (Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo), Nathalie Rosário de Alcides, apesar da melhora no nível de emprego na área, a informalidade continua um grande problema. “Com o retorno do trabalho presencial muitas profissionais reassumiram seu posto, mas a categoria foi muito afetada pela pandemia, foi a segunda mais prejudicada depois do comércio.

Os empregadores ficaram com medo de receber gente de fora em suas casas e as trabalhadoras também tiveram o risco aumentado enfrentando o transporte coletivo lotado, tanto que o primeiro caso de falecimento por covid-19 no país foi o de uma doméstica no Rio de Janeiro. São trabalhadoras muitas vezes de baixa renda que também não tem condições sanitárias ideais em suas próprias casas”, comenta.

A mesma pesquisa do Seade mostra que o aumento no número de trabalhadoras domésticas remuneradas aumentou principalmente em função das diaristas, aquelas que não têm registro em carteira e atuam até duas vezes por semana em cada casa. O aumento desta modalidade de trabalho foi de 13%.

Segundo Nathalie, de cada dez trabalhadoras domésticas, apenas três são registradas. “De um lado o patrão não quer fazer o recolhimento dos direitos trabalhistas, de outro tem a profissional que muitas vezes opta por trabalhar como diarista até dois dias por semana em cada casa para ganhar mais e aceita ficar sem os benefícios.

Se ela precisar de um afastamento para se cuidar fica sem a renda; fica também sem contribuir para o INSS e terá problemas para se aposentar. No sindicato a gente tem feito lives e palestras a pedido de grupos para falar da importância do registro em carteira”, relata a advogada.

Registro

Benefícios foram os motivos que fizeram a moradora de Diadema, Rubenita Maria Sousa de Jesus aceitar a proposta dos empregadores de assinar a carteira de trabalho. Ela disse que ficou tentada em manter o trabalho como diarista, para ganhar mais, porém a segurança do registro acabou definindo a escolha. Ela trabalha na Capital e se desloca diariamente para o trabalho. “Eu não cheguei a ficar em trabalho na pandemia, mas reduziu bastante por causa do medo das patroas. Várias passaram a trabalhar em casa e avaliaram que não precisavam da doméstica, agora está voltando”, relata.

A família de Rubenita é composta por ela e o esposo que trabalham, os dois filhos mais velhos de 20 e 16 anos, que também já trabalham, e os dois caçulas, um de 8 e outro de um ano de idade. “Os meus mais velhos já trabalham, o dinheiro fica para eles mesmos.

Se eu não pudesse trabalhar até dava para a gente viver, mas preciso ajudar porque eu gosto de comprar as roupas para os meus filhos, gosto de viajar para ver a minha mãe em Pernambuco também, então tudo isso eu faço com o meu dinheiro”, diz a profissional. Sobre a definição de aceitar a proposta do registro ela conta que pesou os prós e os contras. “Benefício é bom. Se eu trabalhar dois dias por semana em cada casa eu ganho muito mais, só que não teria os benefícios, aí adoece, fica sem trabalhar e não tem a renda”, calcula.

Renda

Por outro lado há profissionais que não conseguem nem as faxinas como diarista e quando conseguem o pagamento é pouco. É o caso de Simone (nome fictício) que mora em Ribeirão Pires. Ela disse que trabalhava como doméstica depois atuou em outras áreas. Na pandemia ela ficou desempregada e voltou a fazer faxina, porém encontra muitas dificuldades em encontrar trabalho e pagamento que cubra as suas despesas. “Aqui em Ribeirão Pires é complicado; tem sim serviços, mas geralmente eles pagam bem a baixo da tabela.

Eu trabalho desde os meus 14 anos e no ano passado o que eu mais fiz foi enviar currículo, mas não encontrei nada, nenhum emprego, então voltei a fazer faxina. Os patrões, porém querem muito e pagam pouco. Ano passado eu olhei um senhora de idade e as patroas me ofereceram também para fazer faxina só que a casa era enorme e me pagavam R$ 70, é muito desvalorizado”, comenta Simone, que diz que em outras cidades do ABC uma faxina pode chegar a mais de R$ 170. “É triste, a gente se sente impotente”, lamenta.

Simone deixou a casa onde trabalhava como cuidadora e diarista, mas o mercado de trabalho a forçou a continuar com o serviço pesado. “Esse ano decidi voltar para a faxina, pois é o que está me ajudando no momento. Não estou desmerecendo, pois tudo que eu consigo hoje é com a faxina, mas somos muito desvalorizadas”. Na casa de Simone vivem quatro pessoas ela, seu filho, a mãe e o irmão. Os três adultos trabalham e mesmo assim, por vezes, o orçamento da casa fica apertado.

Ela sente a falta do trabalho com carteira assinada. “Eu sofri um acidente ano passado e estou esperando para ser operada, mas de qualquer jeito preciso trabalhar porque se não faltam as coisas. Recebo Bolsa Família, e a pensão do pai do meu filho e trabalho de diarista, mais as coisas são todas caras”, finaliza.

Fonte: reporterdiario.com.br
 
     
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